terça-feira, setembro 04, 2018

Algumas ideias de Paulo Honório, personagem central de São Bernardo

"Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. A profissão e que me deu qualidades tão ruínas".

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"Penso em Madalena com insistência. Se fosse possível recomeçarmos... Para que enganar-me? Se fosse possível recomeçarmos, aconteceria exatamente o que aconteceu. Não consigo modificar-me, é o que mais me aflige."

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"Hoje Não canto NEM rio. Se me Vejo ao Espelho, a dureza da boca ea dureza dos Olhos me descontentam."

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"Sou, pois, superior a mestre Caetano e a outros semelhantes. Considerando, porém, que os enfeites do meu espírito se reduzem a farrapos de conhecimentos apanhados sem escolha e mal cosidos, devo confessar que a superioridade que me envaidece é bem mesquinha."

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"O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada."

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"Quinze metros acima do solo, experimentamos a vaga sensação de ter crescido quinze metros. E quando, assim agigantados, vemos rebanhos numerosos a nossos pés, plantações estirando-se por terras largas, tudo nosso, e avistamos a fumaça que se eleva de casas nossas, onde vive gente que nos teme, respeita e talvez até nos ame, porque depende de nós, uma grande serenidade nos envolve. Sentimo-nos bons, sentimo-nos fortes. E se há ali perto inimigos morrendo, sejam embora inimigos de pouca monta que um moleque devasta a cacete, a convicção que temos da nossa fortaleza torna-se estável e aumenta. Diante disto, uma boneca traçando linhas invisíveis num papel apenas visível merece pequena consideração. Desci, pois, as escadas em paz com Deus e com os homens"

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"Muitas vezes por falta de um grito se perde uma boiada."

segunda-feira, setembro 03, 2018

O incêndio como metáfora

Ontem à noite, eu estava em uma lanchonete com alguns amigos, quando um outro amigo, morador de Blumenau, Santa Catarina, informou-me pelo celular que o Museu Nacional estava pegando fogo. A princípio, julguei a informação meio extemporânea. Inusitada. Inesperada. Fiquei sem saber sobre qual museu ele se referia. O Museu Nacional da República (Brasília) ou o Museu Nacional, aquele que abrigou a família real, no Rio de Janeiro? 

Quando voltei para casa, atentei para a tragédia material e simbólica que estava acontecendo. Afinal, não era somente um museu que estava queimando, tratava-se da dignidade de uma sociedade, da promessa de um país que falhou, que está aniquilado, manietado por lideranças mesquinhas, que não desejam um Brasil grande. 

Há muito o museu amargava uma situação de penúria. Orçamento mirrado. Funcionários que não recebiam. O cupim que comia o madeiramento. Pedaços do teto que caíam. Quantos monumentos não passam pelo mesmo problema no Brasil? Há dois anos, por exemplo, visitei algumas igrejas históricas de Olinda, Pernambuco, e deixei o lugar bastante triste. Uma igreja - não me recordo do nome - do século XVII, belíssima, imponente, em degradação silenciosa. As pinturas sendo consumidas pelos insetos. O buraco que aumentava dia a dia, prestes a comprometer certa porção do teto e desabar na cabeça dos visitantes. O guia me falou meio cético e triste do completo abandono das igrejas da cidade. Certamente, assim acontece em vários estados brasileiros - Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, São Paulo, Bahia etc - tanto os monumentos que estão sob a supervisão federal, estadual ou municipal. 

O episódio com o Museu Nacional é grávido de metáforas. Havia no local mais de vinte milhões de peças de valores incalculáveis para o Brasil e para a humanidade. O crânio de Luzia, a mulher mais antiga já encontrada no Brasil (aproximadamente doze mil anos) - e a mais antiga das Américas -, sobreviveu aos elementos do tempo, mas não sobreviveu à irresponsabilidade das nossas elites políticas. Artefatos indígenas. Esculturas. Todavia, esse tipo de riqueza é vilipendiada no Brasil, um país tacanho, pequeno, com líderes que são usurpadores, que não respeitam a vontade do povo, que engolem as riquezas produzidas pelo povo; que jogaram a soberania do Brasil na latrina.

Um governo irresponsável. Preocupado apenas com os seres sem rostos do mercado financeiro, congelou os gastos com saúde, segurança, educação (e cultura) por vinte anos. Que tem asfixiado a pesquisa no Brasil. Que tem suprimido as verbas do ensino superior. Que concede um aumento de mais de 16 por cento para os juízes do STF, gerando um afeito cascata comprometedor. Estima-se que o gasto a partir de 2019 chegue a 8 bilhões de reais por ano. O que seria possível fazer com 8 bilhões de reais em matéria de cultura para este país? Certamente, evitaria que tragédias como estas não acontecessem. Atualmente, o museu precisava de pouco mais de 500 mil reais para funcionar mensalmente. É o quê um único juiz do STF, ganha em um ano - salários e garantias. Os onze ministros do STF valem um Museu Nacional. Poderíamos fazer uma campanha: troque o STF por um museu. Certamente, o problema não é só de um governo.

Segundo foi veiculado pela grande mídia, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, construído por Dom João VI, que deveria ser um orgulho para todos os brasileiros (muitos nem sabiam de sua existência), possuía o quinto maior acervo de peças do mundo - múmias egípcias, esqueletos de dinossauros, uma das versões mais antigas da Bíblia etc. Eu imagino episódios medonhos como estes acontecendo ao Museu de História Natural de Londres, ou ao Museu de História Natural de Nova York, ou ao Louvre ou ainda ao Museu Nacional do Prado. Não. Isso não aconteceria a estes espaços tidos como sagrados pelos seus países. Eles dimensionaram a importância cultural e social. Sabem da importância histórica, científica; como símbolo da identidade nacional e econômica. Por aqui, as coisas são sempre mesquinhas, pequenas, contrárias, paradoxais. 

Elas revelam vontades embriagadas e rarefeitas. Revelam nossa tristeza sempre presente. As cores apáticas de nossa inteligência. Nosso mofinismo crônico. Nosso entusiasmo carunchado. Nossa incapacidade de entender o passado. Parece que sempre estamos dentro de uma estrutura atemporal que nos impede de entender o que somos. Sustentamos sempre o improviso. O tragicômico sempre nos alcança. Desenha nossos caminhos; empurra-nos para buracos patéticos; para vaguidões sem paredes. O orgulho é sempre uma miragem na nossa terra. Pisoteamos com enorme desengano a nossa esperança. As cenas se sucedem numa emulação cinzentamente burlescas como, por exemplo, o fato de não haver água nos hidrantes do museu para que a debelação do fogo fosse realizada mais rapidamente pelos bombeiros.

Olhando para as fotografias tiradas por Marcelo Sayão para o jornal El País, constatei o quanto a tragédia não nos ensina absolutamente nada. Em quinhentos anos de história, ainda engatinhamos, ensaiamos pateticamente as garatujas de um pacto social que nos transformará em país sério e comprometido com o futuro. Mas como fazer isso, se não conseguimos respeitar a nossa memória? Como fazer isso, se a cultura, o conhecimento, a pesquisa, a educação, no geral, são ruídos pelos cupins, em sentido material e simbólico? Quem dera o fogo fosse purificador. Por aqui ele não é! No Brasil, a luz no final do túnel, não é uma saída; trata-se de uma pesada máquina sem freios, vindo para nos dilacerar. 

P.S. 1.  Para muitos, o importante é que Lula está preso e Bolsonaro é nossa esperança transformadora. Que país! Por isso, os museus queimam por aqui. 

P. S. 2. Vale lembrar que não entendemos muita coisa sobre arte e ciência. O ano passado (há um ano), o moralismo patético e enviesado de certos grupos tidos por liberais (sic), fez um alarde descomedido na porta de um museu em Porta Alegre. Temos muita intimidade com a arte e com a coisas sensíveis neste país. 

P.S. 3 - Segundo o jornal O Globo, mês passado, os censores atacaram novamente

sábado, setembro 01, 2018

Excelentíssimo senhor...

Uma reflexão bastante pertinente sobre Luís Roberto Barroso, uma das personalidades mais desgraçadamente medíocres, da vida pública brasileira.

Luís Roberto Barroso merece ser estudado. Não por ele próprio, mas como uma trajetória emblemática daquilo que leva ao sucesso no campo jurídico-político brasileiro atual.

Por um lado, ele é uma demonstração quase caricata dos atributos do nosso renitente bacharelismo. A vaidade gigantesca e indisfarçável. O discurso pomposo, arrogante e vazio de ideias. O gosto pelas palavras altissonantes. Até mesmo o jeito de torcer a boca para pronunciar nomes estrangeiros.

Barroso também é ilustração perfeita da tese, no entanto controversa, do caráter fake de nossos valores políticos dominantes. Ostenta a toga de herói do liberalismo, mas não esconde seu desprezo pelos direitos e horror a qualquer forma de igualdade. Posa de iluminista, mas é guardião das trevas. Paladino intransigente da moral, defende com unhas e dentes benefícios imorais para o seu grupo e o vale-tudo contra os adversários.

Visto por outro ângulo, ele pode ilustrar a ideia de "neoliberalismo progressista", colocada em circulação por Nancy Fraser. Há uma adesão a teses progressistas no âmbito da vida privada, que lhe permite manter uma fachada de homem de seu tempo, mas que se combina ao reforço de uma estrutura social extremamente excludente e autoritária.

O mais interessante, porém, é pensar por que, com tantos candidatos ao posto na política eleitoral (está aí o Álvaro Dias que não me deixa mentir), o espírito do lacerdismo decidiu reencarnar em um político togado. Desconfio que isso nos diz bastante coisa sobre a dinâmica recente da política brasileira.

Por Luis Felipe Miguel via Facebook

quinta-feira, agosto 30, 2018

A promessa Greta van Fleet

O rock é um movimento bastante curioso e dinâmico. Ele constantemente se reinventa. Uma determinada tendência acaba sendo absorvida por outra - ou, simplesmente, abre espaço para que outra surja. Foi assim, por exemplo, com o rock feito na primeira metade dos anos 70. Logo em seguida, veio o punk, um movimento completamente novo, com uma nova estética e um novo apelo. O punk, por sua vez, não cedeu a vez tão facilmente, esteve presente no pós-punk e na new wave do anos oitenta. Já na década de 90, contribuiu para o surgimento das bandas do movimento grunge. 

Embora seja um movimento bastante heterogêneo, o grunge possui um forte apelo punk. Escrevo assim para ilustrar um fato curioso. Pois, às vezes, o rock aponta para os locais já visitados, para as paisagens já conhecidas. Cheguei a esse conclusão rala após escutar a banda estadunidense Greta van Fleet. Trata-se de um quarteto formado por três irmãos (baixo, guitarra e baixo) e o baterista. A banda vem da região norte do país, do industrializado estado do Michigan. Ao ouvir, o nome pela primeira vez, ao invés de ouvir "Fleet", eu pensei ter ouvido "Flint", a cidade natal de um poderoso trio do rock setentista, Grandfunk Railroad, também do Michigan.  

O Greta van Fleet não olha para frente. O seu alvo é o rock produzido na primeira metade dos anos 70, o bom e velho hard rock, com fortes pitadas de blues rock. A banda é bastante nova. Os garotos não aparentam ter mais do que vinte anos. Ao ouvir o EP "From the Fires", fiquei contaminado por aquilo. A primeira canção ("Safari Song") nos remete imediatamente a Robert Plant. E toda aquela força saída de um garoto. Movido pela curiosidade, procurei um vídeo no Youtube e fiquei com os olhos grudados ininterruptamente por quarenta minutos, assistindo a um apresentação dos talentosos muúsicos. 

A tradição do velho e bom rock n' roll soprando mais uma vez. A apresentação mostrou muita consistência. O vocal é poderoso. O baterista é bom. O baixista sustenta bem a estrutura da música. E o guitarrista faz bem o dever de casa. No conjunto, o som possui grande densidade. Safari Song me remeteu a Custard Pie ou Travelling Riverside Blues, do Led Zeppelin. A segunda canção do disco ("Edge of Darkeness") é outro soco de bom gosto. Impressiona. E a terceira faixa ("Flower Power"), faz lembrar, principalmente, na parte final, quando surge o som de um órgão, a famosa faixa do Zep II, "Thank you". Há ainda a excelente "Highway Tune", que faz lembrar "Misty Mountain Hope" ou remotamente "When the levee breaks", do Zep IV. Há ainda outras três faixas graúdas "Meet on the ledge", "Talk on the street" e a música de trabalho "Black smoke rising"

Enquanto escutava os jovens do Michigan, fiquei me questionando sobre a questão da autenticidade, da originalidade. Esse é quesito que a banda deixa a desejar. Mas eu não ligo. O importante é que o quarteto se propôs a fazer algo e o fez muito bem. O álbum é graúdo, repleto de densidade. As melodias são bonitas. Os arranjos são bem trabalhados. Os vocais empolgam e a banda possui um carisma bem característico daquela geração que produziu uma das safras mais importantes da história do rock, momento este que viu surgir bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, UFO, Free, Uriah Heep etc. Resta-nos apenas o aceno da paciência para perceber o trabalho do tempo. Ou seja, o amadurecimento da banda, dos vocais poderosos do jovem Joscha Riszka e dos seus irmãos inspirados. 

Por enquanto, deliciemo-nos com excelente EP lançado ano passado. Parece que a coisa saiu do fogo do rock setentista. Foi burilado pela mãos dos deuses do rock. 

quarta-feira, agosto 29, 2018

A nova razão do mundo

“Nunca fomos tão livres. Nunca nos sentimos tão incapacitados.” Zygmunt Bauman 

Tenho acompanhado à distância algumas entrevistas dos postulantes à eleição para presidente da República, que ocorrerá em outubro próximo. Semana passada, a Globo News promoveu uma série de debates com os economistas de cada um dos candidatos. Observe: a conversa não se estabeleceu com o suposto ministro da educação ou da saúde. O escolhido foi o chefe da economia. 

Existe uma preocupação profunda sobre como a equipe do novo presidente da República vai conduzir os destinos da economia do país. Até esse ponto tudo parece está muito bem. Na mesma entrevista promovida pelo canal do Grupo Globo, Miriam Leitão, a empregada mais comprometida com a riqueza dos patrões, esforçava-se em uma das entrevistas para tentar entender como o mercado não seria afetado por determinadas intervenções. 

Os jornais têm noticiado o frenesi em torno da alta do dólar. A explicação: a indefinição do cenário eleitoral. Lula estando preso e, mesmo assim, ainda na liderança das pesquisas é algo inaceitável para essa entidade sem rosto, imaterial, chamada mercado.

As empresas que fazem jornalismo no Brasil pertencem às famílias mais ricas do país. Portanto, defendem determinados temas por conveniência própria. São defensores de inclinações econômicas que não comprometam o status quo político. O termo mercado ganhou ares de sacralidade. Destoar de sua atuação é cometer um sacrilégio. Mercado é uma entidade invisível. Ninguém o ver, mas ele comanda tudo. Ele pertence a seis famílias, que monopolizam serviços, ganhos, aplicações; desmantelam economias quando é necessário; apropriam-se dos resultados do trabalho coletivo; subordinam governos; e compram a política. 

O mercado possui uma ideologia e ela se chama neoliberalismo. Sua força está justamente no anonimato. Ela não é visível. Poucos sabem o seu significado. Alguns até ignoram que ela ainda prevaleça ou tenha força no mundo atual. Todavia, o neoliberalismo não pertence apenas ao primado da economia. Ele é uma razão, uma força invisível e coercitiva. O colapso humano que talvez estejamos enfrentando; a crise de valores; o individualismo desumanizante do nosso tempo tem a sua origem no neoliberalismo. Para o neoliberalismo o individualismo é uma força necessária. 

A doutrina é a razão que governa o mundo. Ela é o resultado da astúcia dos ricos para se apropriar das riquezas do mundo. Ela depaupera o mundo física e espiritualmente. Enxerga na competição o elemento definidor das relações humanas. Permite que os ricos se tornem mais ricos; e, os pobres, mais pobres. Toda regulação é vista como uma violência contra a liberdade. Mas não se deve entender a liberdade como um elemento isento, desgarrado de condicionamentos. Lembrando a brincadeira que George Orwell realiza em "A revolução dos bichos": "Alguns são livres, mas alguns são mais livres que os outros". 

Estados, governos, sindicatos ou qualquer organização que ofereça um sistema de regulação é visto com máxima desconfiança. Todavia, neste ponto o indivíduo acaba caindo em um abismo perigoso. Já que o neoliberalismo é a ideologia a serviço das elites, quem poderia defender o interesse dos trabalhadores, daqueles que não são ricos? O curioso é o neoliberalismo subverteu a consciência do sujeito. Somos convencidos diariamente de que existe uma regra que determina a naturalização do mundo. Entendemos que o mundo sempre foi assim. Que aqueles que alcançaram a riqueza, conquistaram pelos próprios méritos - ignoramos o primado da herança, da melhor educação, de uma melhor preparação para iniciar a competição. 

O neoliberalismo atua no plano econômico para depois gerar efeitos sociais. Os ricos serão mais ricos. Mas você, se não conseguir ter o sucesso que o empreendimento neoliberal exige, ficará com toda a culpa. Os governos não devem se ocupar na construção de planos econômicos que diminuam a desigualdade. A desigualdade é um primado natural das relações entre os homens, entende o neoliberalismo. Para quê gastar dinheiro com políticas compensatórias? Para quê cotas? O triste é quando vemos um pobre defendendo esse tipo de coisa. Muitos candidatos já deixaram explícito que estão sendo conduzidos por sentenças neoliberais. É o caso de Alckmim que deixou nas entrelinhas que pretende privatizar a educação superior. Para o neoliberalismo, se você não tem condições de cursar o ensino superior público, a culpa é toda sua. Não se questiona a ausência da prestação pelo Estado. O questionamento fica retido no sujeito. Ou seja, quem conseguiu é vitorioso; quem não conseguiu, é fracassado. 

O fracasso passa a ser uma força operante em determinados grupos sociais, principalmente os mais pobres. Os defensores dessa ideologia não verbalizam ainda para manter as aparências. Se pudessem, diriam: "Ora, que cada um viva com o que tem. Se alguns não conseguiram nada é por que são incompetentes. Logo, que morram, que sumam". Cria-se, assim, uma elite, uma nobreza, uma oligarquia, uma casta de poderosos que manipula a maioria. A suposta liberdade defendida pelo neoliberalismo é para que os ricos continuem mais ricos; para que não surjam freios para suas especulações. 

* Para entender mais sobre este tema, ler o excelente texto de George Monbiot
** A Boitempo lançou recentemente o sensacional "A nova razão do mundo - ensaio sobre a sociedade neoliberal", de Christian Laval e Pierre Dardot.

A materialidade arromba a retina