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sexta-feira, maio 17, 2013

Jethro Tull no Programa do Jô - 1990 - vídeo raro

Dando uma zapeada pelo Youtube e vendo alguns vídeos do Jethro Tull, eu acabei encontrando esse registro fantástico. Trata-se de uma entrevista realizada pelo Jô Soares com o Ian Anderson em 1990. Anderson mostra-se, na entrevista, o grande artista que é e sempre foi - inteligente e com um grande senso de humor. No final, os caras ainda tocam duas músicas. Muito bom!

terça-feira, outubro 16, 2012

Stand Up - disco fantástico do Tull

Stand Up (1969) é o segundo disco de estúdio do Tull. Posso dizer que é uma das coisas mais viscerais que já ouvi. O experimentalismo de Anderson me sugere que o sujeito brincava de fazer música. A primeira faixa A new day yesterday é um blues assombrado; possui um baixo fantasmagórico e um riff de guitarra pegajoso. Anderson brinca até com a "Bourée"de Johann Sebastian Bach. Deu-lhe um arranjo típico. Todas as composições do disco têm a mão de Anderson. O álbum marcou a cisão do vocalista com Mick Abrahams e definiu aquilo que seria o Tull dali para frente. Abrahams desejava um Tull fincado na tradição do blues e do rock. Anderson, por sua vez, queria explorar outros formatos musicais.


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A new day yesterday ___________________________________


   
Look into the sun

sábado, junho 09, 2012

Thick as a Brick (do Jethro Tull), que disco, meus amigos!

A vida é um grande aprendizado. Quando penso no ser humano, fico duplamente impressionado: (1) o homem é o único ser capaz de produzir cultura e conhecimento. É capaz de inventar linguagens criadoras de sentido para a sua existência e que dão sustentação ao seu mundo. (2) mas é capaz, também, de se encher de orgulho, de viver em postura ufana, sem refletir a sua existência curta e atribulada. A máxima socrática ("Só sei que nada sei") deve morar na consciência de todo homem prudente, pois aquilo que conhecemos é ínfimo ante a grande constelação de saberes que habitam o universo.

Ora, escrevo tais palavras numa tentativa de aliviar a minha situação. Descobri uma das coisas mais sensacionais que já ouvi em toda a minha vida: o álbum Thick as a Brick, do Jethro Tull, um disco conceitual do ano de 1971. O disco é composto por apenas uma canção, cujo título é o mesmo do álbum. No primeiro lado, a música possui quase 23 minutos; já no segundo, possui pouco mais de 21 minutos. É uma grande viagem. Uma cavalgada pelas trilhas de um mundo rico de poesia e inventividade musical. Outro dia passei o dia inteiro (um desses sábados em que estamos em casa) ouvindo Aqualung, outro disco do Tull que é uma viagem sonora. A faixa inicial com aqueles acordes assombrosos produzem um efeito indescrítivel. Mas Thick as a Brick é diferente. Possui uma poesia diferente; um brilho sereno, no qual notamos a força criadora dessa banda inglesa, uma das maiores de todos os tempos.

Ian Anderson é mágico. Aquele som extraído da flauta, faz dele um bruxo produtor de alquimias sonoras incríveis. As melodias suscitadas pela flauta com elementos celtas e folks de Anderson são inigualáveis. A música começa lenta, uma balada serena. Vai encorpando aos poucos e ganha uma consistência na qual notamos a genialidade da banda. Na parte final, o tema se reencontra com a expectativa gerada na parte inicial da música. Até ouvir Thick as a Brick, pensava que a música mais visceral, ou seja, que possuía esta caractérística sideral, era 2112 do Rush, que é uma das canções que mais gosto da banda canadense. A música do álbum de mesmo nome (de 1976) da banda de Geddy Lee, possui pouco mais de dezenove minutos. Mas após ouvir o disco do Jethro Tull aquilo me fisgou por completo.

Agradeço ao Charlles Campos por ter me apresentado (indiretamente) ao Jetrho Tull. Charlles, que banda, meu rapaz!

Abaixo, um vídeo com a perfomance de Anderson.