Mostrando postagens com marcador Luis Buñuel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luis Buñuel. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, janeiro 01, 2024

Filmes e documentários vistos em 2024.

Truffaut em ação.
 

Vamos para o quinto ano com a estratégia de escolher doze filmes de um determinado diretor. Cada filme é visto ao longo de um mês. Não é uma tarefa difícil. Com essa estratégia, torna-se possível assistir a clássicos imortais. Ou seja, é possível ver aquelas obras imemoriais que fazem do cinema uma das mais belas dimensões da criatividade humana.  Já escolhi Tarkovsky, Bergman, Kurosawa e Buñuel. No ano de 2024, será a vez do francês François Truffaut.

O diretor foi um figura proeminente do cinema francês. É considerado o fundador da Nouvelle Vague ("Nova Onda"), um movimento do cinema que atualizava as produções ao momento político e social do pós-guerra. Nas produções oriundas desse movimento, as personagens eram contestadoras, insubmissas. Os criadores do movimento, entre eles Godard, Resnais e Rohmer, além do próprio Truffaut, fundaram uma nova estética. Com pouco dinheiro, mais com o desejo de imprimir uma percepção nova sobre o cinema, os diretores queriam fugir dos clichês costumeiros do cinema comercial. O foco passou a ser dado ao psicológico das personagens; em suas impressões sobre o cotidiano e os pequenos eventos nunca antes enquadrados pelo cinema.

Segue a lista dos 12 filmes escolhidos:

1 - Os incompreendidos - Ok!

2 - A noite americana - Ok!

3 - Beijos roubados - Ok!

4 - Antoine e Colette / A noiva estava de preto

5 - Domicílio conjugal - Ok!

6 - Um só pecado Ok!

7 - Atirem no pianista

8 - Na idade da inocência

9 - Fahrenheit 457

10 - O homem que amava as mulheres

11 - A mulher do lado

12 - Uma jovem tão bela como eu


Filmes vistos em 2024:

01 - Os incompreendidos

02 - A grande testemunha

03 - O maestro

04 - Priscila

05 - Boulevard do crime

06 - Roma - cidade aberta

07 - Dias perfeitos

08 - Pobres criaturas

09 - A noite americana

10 - Zona de interesse

11 - Amor à flor da pele

12 - Gosto de cereja

13 - Anatomia de uma queda

14 - Domicílio conjugal

15 - A vida de uma mulher

16 - Pollock

17 - Réquiem para um sonho

18 - Beijos roubados

19 - Duna - parte 2

20 - Napoleão

21 - Minha noite com ela

22 - A vingança está na moda

23 - A fraternidade é vermelha

24 - Pacto de sangue

25 - O homem que fazia chover

26 - Terra Selvagem

27 - O júri

28 - Um homem bom

29 - Lionhart

30 - Spencer

31 - O vingador do futuro

32 - Coco antes de Channel

33 - Pompeia

34 - Divertidamente 2

35 - Pai e Filha

36 - As mães do terceiro Reich

37 - Um só pecado

38 - Inimigos Públicos

39 - Blonde

40 - Vidas passadas

41 - Uma rua chamada pecado

42 - Ratatouille

43 - Marshall - igualdade e justiça

44 - Atirem no pianista. 

45 - Oppenheimer

46 - O clube do imperador

47 - Alien - o oitavo passageito

48 - Filadélfia

49 - Marcas da violência

50 - Amor e tulipas

51 - Fahrenheit 451

52 - Furiosa - uma saga de Mad Max

53 - Mad Max

54 - Barry

55 - Tudo por justiça

56 - Luca

57 - Mad Max 2

58 - Mad Max - além da cúpula do trovão

59 - Tempo esgotado

60 - O terceiro homem

61- O novo mundo

62 - Churchill

63 - Michelangelo - infinito

64 - O homem que amava as mulheres

65 - Contra o gelo

66 - Medo e delírio em Las Vegas

67 - A vítima invísivel - o caso Eliza Samúdio

68 - Amor esquecido

69 - O último metrô

70 - Harry Potter - a câmara secreta

71 - A virgem vermelha

72 - Embriaguez do sucesso

73 - As duas inglesas e o amor

74 - 


quinta-feira, dezembro 28, 2023

O ano Luis Buñuel de 2023

Esse exercício cinematográfico começou em 2020, em pleno ano cinzento do da pandemia. Naquele ano, resolvi assistir a todos os filmes do mestre Tarkovsky. Em 2021, escolhi o sueco Ingmar Bergman e sua psicologia sutil. Tive a oportunidade de rever alguns e assistir a outros pela primeira vez. Quanta beleza!

Em 2022, optei pelo mestre japonês Akira Kurozawa. Se eu tivesse de fazer uma lista com dez dos filmes mais importantes que já vi na minha vida, pelo menos três ou quatro seriam do cineasta japonês. 

Para o ano que ora finda, escolhi o caudilho espanhol naturalizado mexicano Luis Buñuel. O diretor trabalhou com o mestre do surrealismo Salvador Dalí, de quem herdou forte influência. Seus filmes fundaram certos conceitos estéticos que influenciariam alguns diretores. Um dos seus discípulos mais fiéis é Almodóvar.  Há pérolas inquestionáveis em sua filmografia. Assumidamente ateu e anticlerical, alguns dos seus filmes são críticas ferrenhas à Igreja como é o caso de "Viridiana". Após ter visto doze dos seus filmes, fiz uma lista (estritamente pessoal) com aquilo de que mais gostei:

(1) Este obscuro objeto do desejo (1977)
(2) O alucinado (1953)
(3) O diário de uma camareira (1964)
(4) O rio e a morte (1952)
(5) Viridiana (1961)
(6) O anjo exterminador (1962)
(7) Susana, mulher diabólica (1951)
(8) A bela da tarde (1967)
(9) O discreto charme da burguesia (1972)
(10) Nazarin (1959)
(11) Uma mulher sem amor (1952)
(12) O fantasma da liberdade (1974)

Em 2024, o cineasta da vez será François Truffaut.

segunda-feira, junho 05, 2023

Últimos filmes vistos - I

 (1) "O alucinado" (1953), de Luis Buñuel. Quinto filme do diretor a que assisti neste ano. Certamente, o segundo melhor. Perde apenas para o "O anjo exterminador", uma obra-prima incontestável. "O alucinado" está inscrito na fase mexicana da filmografia de Buñuel. É um filme relativamente simples. Todavia, nota-se a transformação de uma personagem. Francisco, o personagem principal, é aristocrata. Um dia, ao ir à missa, encontra Glória. Apaixona-se imediatamente. O magma que emana da paixão é tórrido, irresistível. Mesmo Glória estando noiva de outra pessoa, os dois acabam ficando juntos. A partir daí, Francisco se torna um homem cruel, possessivo, paranoico; e, Glória, por sua vez, uma mulher infeliz. Excelente filme! Não é um dos mais conhecidos do diretor.

(2) "Já era hora" (2023), de Alessandro Aronadio. Tudo é clichê e comezinho nessa produção. Algumas vezes, enquanto assistia ao filme, questionei-me: "Por que estou vendo isso?". Todavia, em dado momento, a história vai ficando interessante. Dante é o nome do personagem principal. É um sujeito que está na casa dos quarenta anos. É um escravo do trabalho. Pretende chegar aos cinquenta para que possa desacelerar. Mas, de uma hora para outra, um fenômeno estranho começa a acontecer: ele sempre acorda no dia do aniversário. E para completar esse amalucado movimento do tempo, ele sempre nota que as coisas estão estranhas: sua companheira engravida; faz terapia de casais em outro momento; o casamento acaba; a filha cresce; tem um caso com a secretária; torna-se o diretor da empresa em que trabalha. A mensagem que fica é que ele se mantém tão ocupado, que não percebe o tempo passar; não nota as pessoas nem as coisas que estão ao seu redor. 


(3) "Rio, 40 graus" (1955), de Nelson Pereira dos Santos. O filme é considerado por muitos como a produção que "inaugurou" o Cinema Novo, movimento que buscava denunciar as mazelas sociais do Brasil, influenciado pelo Neorrealismo Italiano. Talvez, seja o filme que iniciou aquilo que se passou a convencionar como 'favela movie". Ou seja, produções que colocam "a favela" como o cenário da violência e das mazelas sociais do país. O próprio Nelson Pereira filmaria, mais tarde, filmaria "Rio, Zona Norte" - para mim - um dos seus melhores filmes. "Rio, 40 graus" procura mostrar um mosaico de ventos e personagens em apenas um dia. O filme possui vários planos e tomadas que procuram destacar o contraste das personagens. No caso em questão, cinco jovens negros, oriundos do Morro do Cabuçu, vendem amendoim. Um enfoque é dado aos jovens, todavia, observa-se que as personagens vão se conectando por meio de uma série de eventos. Há o Maracanã; há um oligarca que desconhece o país; há a classe média querendo tirar vantagens. É um baita filme, que exige paciência para ser visto. Termina com o bonito samba "A voz do morro", de Zé Kéti.


(4) "O Castelo de Vidro" (2017), de Destin Daniel Cretton. Este filme é um drama visceral, daqueles capazes de provocar raiva e compaixão. No que tange a filmes que procuram retratar a contestação, o desejo por liberdade, coloco "O Castelo de Vidro", ao lado de "Dentro da natureza selvagem" e "Capitão Fantástico". O filme do diretor Daniel Cretton, é baseado em fatos reais assim como em "Dentro da natureza selvagem". "O Castelo de vidro" conta a história de uma família disfuncional. Jeannette Walls, já estabelecida, nos anos 80, rememora os fatos de sua infância e mocidade ao lado do pai (Rex), um alcoolista, insubordinado, sem morada certa, que arrasta a família de casebre em casebre; e permite que os filhos passem pelas mais aflitivas situações - de fome a não ir à escola. Sua postura anárquica é disruptiva. É um contestador. Todavia, seus filhos e sua esposa pagam um alto preço. O filme é excelente.

terça-feira, janeiro 10, 2023

"Viridiana", de Luis Buñuel



Nos últimos quatro anos, tenho realizado um exercício: escolho um diretor importante da história do cinema. Seleciono doze filmes - um para cada mês - e, sistematicamente, vou vendo as produções de maneira bastante tranquila. Para 2023, escolhi o diretor Luis Buñuel. A obra para janeiro era "Viridiana", um dos seus filmes mais representativos.

Ele faz parte daquilo que se convencionou chamar de a Trilogia da Desviturde, composto ainda por "O anjo exterminador" (1962) e "Simão do Deserto" (1965). São obras carregadas por uma forte crítica aos valores do cristianismo e à Igreja. Muitos dos filmes de Buñuel foram condenados pela Igreja. O próprio diretor foi perseguido, na Espanha, pela Ditadura de Franco. Escolheu o México como sua segunda casa.

"Viridiana" traz a belíssima Silvia Pinal no papel da personagem que dá nome ao filme. A bela e jovem "Viridiana" vive em um convento. É ainda noviça. Antes de dedicar-se completamente ao serviço religioso, surge a oportunidade de visitar um tio viúvo. Hospeda-se na casa dele. Apesar de saber do compromisso religioso, o tio decide conquistá-la. Para ele, Viridiana era uma encarnação da sua mulher morta. A partir daí, começa um jogo que vai conduzir à transformação completa de Viridiana.

Buñuel demonstra por meio de um jogo de inversões como a virtude pode ser dominada pela paixão. Como a caridade é um valor rarefeito. Como a natureza humana é habitada pelo desejo, pelo imponderável, pela força ostensiva que agride e se lança aos barbarismos como aquele com o banquete do grupo de mendigos, que fora alvo da caridade de Viridiana.

A cena final é fabulosa e repleta de efeitos. É uma apoteose da carne, mas sem qualquer referência explícita ao vulgar. Um baita filme.

domingo, janeiro 01, 2023

Filmes e documentários vistos em 2023

Posso afirmar que uma das mais felizes experiências que empreendi nos últimos três anos foi a possibilidade de sistematizar a forma como passei a ver algumas obras cinematográficas. O método é o seguinte: escolho o diretor, seleciono os filmes; estabeleço um filme por mês, o que não é uma tarefa complexa, e vejo-os diligentemente. Durante os doze meses do ano, dedico-me à tarefa. O resultado do empreendimento é prolífico e enriquecedor. 

Em 2020, dediquei-me ao mestre russo Andrei Tarkovski. Sua filmografia não é extensa. Foi possível assistir a todos os filmes que eu ainda não havia visto. Não vi "Solaris", por exemplo; mas pude rever "O Espelho". Em 2021, foi a vez do mestre sueco Ingmar Bergman, o homem da psicologia profunda. Dos silêncios desconcertantes; da poesia de alto valor. Em 2022, dedicamo-nos ao mestre Akira Kurosawa. Devo afirmar que foi uma das experiências mais lindas e seminais as quais eu já experimentei com a arte. Kurosawa é um mestre do rigor e da beleza. Um gênio acima de qualquer de qualquer possibilidade de contestação.

Em 2023, vamos nos dedicar às obras do diretor espanhol - naturalizado mexicano - Luis Buñuel. Segue a lista com os 12 filmes:

 1 - janeiro - "Viridiana"; Ok!

2 - fevereiro -  "O discreto charme da burguesia" Ok!

3 - março - "O anjo exterminador"- Ok!

4 - abril - "A bela da tarde" Ok!

5 - maio - "O alucinado" Ok!

6 - junho - "Este obscuro objeto de desejo" Ok!

7 - julho - "Nazarin" OK

8 - agosto - "O fantasma da liberdade" OK

9 - setembro - "O diário de uma camareira" OK

10 - outubro - "Uma mulher sem amor" OK

11 - novembro - "O rio e a morte" OK

12 - dezembro - "Susana, mulher diabólica" OK

Além dos filmes de Buñuel, o objeto é assistir a aproximadamente 70 filmes. Infelizmente, em 2022, eu não consegui cumprir a minha meta, também, de 70 filmes. 


1 - Viridiana

2 - Bardo - falsa crônica

3 - O milagre

4 - Ela disse

5 - Aftersun

6 - Banshees de Inisherin

7 - Do outro lado do Atlântico

8 - Discreto charme da burguesia. 

9 - Noche de fuego

10 - Os homens que pisaram na cauda do tigre

11 - Querida, Alice

12 - O suplente

13 - Racionais

14 - Pureza

15 - Narvik

16 - A qualquer custo

17 - A Baleia

18 - Tudo em todo lugar ao mesmo tempo

19 - Entre mulheres

20 - Dúvida

21 - The Naked Island

22 - O anjo exterminador

23 - Triângulo da tristeza

24 - O pagador de promessas

25 - Toda nudez será castigada

26 - Almas gêmeas

27 - Oscar Wilde

28 - Além das palavras

29 - Retratos de uma obsessão

30 - O padre e a moça

31 - O atalante

32 - A General

33 - Deus e o diabo na terra do sol

34 - A bela da tarde

35 - Close

36 - O acontecimento

37 - Luzes da cidade

38 - O pior vizinho do mundo

39 - Vidas Secas

40 -  Um assunto de mulheres

41 - Cinco semanas num balão

42 - Só dez por cento é mentira

43 - Os fuzis

44 - Corrida contra o destino

45 - El

46 - Já era hora

47 - Rio, 40 graus

48 - O castelo de vidro

49 - A falecida

50 - Cinema Novo - documentário

51 - Os cafajestes

52 - Jules e Jim

53 - Esse obscuro objeto do desejo

54 - The best of enemies

55 - Chavalier

56 - Tempo de despertar -

57 - Tigertail

58 - O ano em que comecei a vibrar por mim

59 - Nazarin -

60 - Eldorado

61 - As irmãs Brontë

62 - Um marido fiel

63 - To end All: Oppenheimer & The Atomic Bomb

64 - No portal da eternidade

65 - Outro Sertão (documentário) -

66 - A antena

67 - A conspiração

68 - Uma lição de esperança

69 - A canção da estrada

70 - As silenciadas

71 - O fantasma da liberdade

72 - O grande golpe

73 - O diário de uma camareira

74 - Saneamento básico

75 - A morte de Stalin

76 - A arca russa

77 - Ilusões perdidas

78 - Cantando na Chuva

79 - Uma mulher sem amor

80 - O assassino

81 - Mar de dentro

82 - O rio e a morte
 
83 - Susana, a mulher diabólica
 
84 - Morte a Pinochet
 

sábado, agosto 11, 2012

Los Olvidados ("Os esquecidos"), de Luis Buñuel

Vi hoje à tarde, o filme de Luis Buñuel Los Olvidados (em português "Os esquecidos"), de 1950. É o primeiro que vejo do cineasta espanhol. As frases iniciais da obra servem como epígrafe e aviso: "As grandes cidades modernas,  Nova Iorque, Paris, Londres escondem, sob sua riqueza, lares miseráveis onde crianças sub-nutridas, sem saúde, sem escola, estão sentenciadas ao crime. A Sociedade tenta achar uma solução, mas o sucesso deste esforço é muito limitado. Só num futuro próximo poderão ser reivindicados os direitos da criança e do adolescente". É como se a voz que narra as cenas iniciais nos lançasse em um enredo naturalista e não polpasse nenhum dos personagens. A crueza das cenas se mescla à pobreza excessiva.

O filme se passa na Cidade do México. Em um meio infesto, crianças e adolescentes revolvem-se na miséria e a única saída é o delito. A obra parece não ter uma personagem central. Todas as persongens possuem uma relevância crucial. É como se cada uma delas estivessem amarradas a um eixo central de onde emana a história. E esse eixo central é o drama social da pobreza. A mãe que tem a missão diária de alimentar os filhos. O ex-detento (Jaibo) que sai da colônia correcional e forma um grupo de contraventores que nos faz lembrar os" druguinhos" de Laranja Mecânica, que seria gravado mais tarde por Kubrick. A luta constante para conseguir algo para comer. O vício do pai alcóolatra. O cego que anseia pela justiça cega do Estado.Os vendedores ambulantes no grito diário para vender as suas mercadorias.

Outro aspecto curioso são as gotas surrealistas que surgem na obra. Durante muito tempo, Buñuel foi influenciado por Salvador Dali e levou essas influências para as películas que produziu. Em Los Olvidados o sonho da personagem Pedro é eminentemente surrealista. A trascendentalização e os aspectos simbólicos do jogo de imagens realça essa influência de Luis Buñuel.

O certo é que Buñuel, que foi morar na Cidade do México em 1946, deve ter se impressionado com a realidade da capital mexicana. Daí deve ter surgido a necessidade de produzir um filme que abordasse esse lapso social, nos quais as crianças e adolescentes são as grandes vítimas. Essa triste realidades, passadas seis décadas, continua a mesma em muitos centros urbanos ao redor do planeta. Buñuel coloca-se aqui como um crítico contudente. Certamente, muitos militantes da esquerda devem ter se apropriado da temática do filme para ensejar debates. Os esquecidos não seriam apenas aqueles que se encontravam na capital mexicana, em um país pobre da América Latina, mas, sobretudo, em qualquer lugar do mundo.

Excelente filme. Se não estou enganado, ainda possuo alguns outros filmes de Buñuel: O anjo exterminador, A bela da tarde, O discreto charme da burguesia etc. Não lembro de outros. Procuremos e assistamos.