
Friedrich Nietzsche
O desejo da superação conduz à vida.
Não deixar se intimidar ante o desafio.
A grandeza é construída por mãos calosas.
Os passos austeros devem se insinuar na estrada.
O não conformismo ante a expectativa medíocre.
Não se queixar, não murmurar, não esmurrar o vento.
Não fechar os olhos mesmo em face do cansaço.
Extirpar os sortilégios;
Os consolos pífios.
Os sabores anômalos de uma consciência agredida.
Não permitir que as meias verdades sejam bússolas
Orientadoras, pois elas fragilizam a sensibilidade.
Caminho em meio aos homens de uma vontade só.
“Poder-se-ia acrescentar a esta lista homens que são
Só braços, homens que são só cérebros, homens
Que são só músculos”, homens que são só homens.
Homens aleijados, limitados pela visão míope que
Foram acostumados a alimentar.
A vida não deve ser negada em momento algum.
Uma fraqueza não é uma desculpa contra a vida.
Criaturas que se acostumaram a andar apenas de
Um lado – homens caranguejos.
Que exageram com assombros deletérios.
Famigeradamente alimentam rancores e ressentimentos
Contra a grandeza.
O ressentimento é uma cola que atrai apenas a incapacidade
Do auto-encontro.
Lance-se fora toda o heroícismo auto-proclamado.
Fruto de um desejo inseguro, infantil.
É preciso manter o equilíbrio e a decência;
A gratidão por tudo o que cheira à vida.
Permitir que uma onda de ousadia rebente austeramente
Nas areias do nosso mundo.
Que dilapide, dilacere os rochedos.
Que dinamite as impurezas, os entes poluidoras de
Nossa virtude.
Sem que isso seja fruto de uma moral de rebanho.
É preciso ter um sanidade orgulhosa,
“Constantemente sensível, constantemente desperta”.
E acordar a cada manhã tendo a consciência
Que o caminho que trilhamos se estabelece à
Proporção dos passos que damos.
Pois mesmo o padecente deve está grávido de esperança.
Por Carlos Antônio Maximino de Albuquerque
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