sexta-feira, janeiro 21, 2011

Sobre deuses, pássaros e gaiolas, por Rubem Alves

Esta semana, em meu local de trabalho, achei um livro do escritor Rubem Alves. Alves, mineiro de Boa Esperança, é um poeta de todas as horas. Seus textos são leves, suaves, sempre enfocando aspectos humanizantes; sempre nos convidando a brincar; a olhar para o mundo com olhos de criança. O livro chama-se O Mundo num grão de areia, baseado num poema de William Blake. Li as duas crônicas iniciais do livro. A primeira falava do filme O Feitiço de Aqüila, produzido em meados dos anos oitenta. A segunda falava sobre deuses, rituais, igreja e religião. Achei o texto delicioso e muito bem urdido. Uma reflexão profunda e poética sobre o sentido da religião e o quanto esta enfraquece o potencial de beleza da divindade. As religiões engaiolam a Deus; enfeiam a sua sacralidade. Diminuem as suas qualidades. Afirmam que Deus têm certos atributos e, que os outros que não andam de acordo com aquelas qualidades, estão em erro mortal. Deus para ser Deus não pode estar preso a nenhum nicho, em nenhuma gaiola. São por causa do engaiolamento da compreensão de quem é Deus que se fecundam os conflitos, as guerras e toda sorte de injustiçamento. Ao ler o texto, senti que deveria compartilhá-lo. Por isso, segue o belo texto abaixo.

Você pode ler o texto de Rubem Alves AQUI

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