Serviço de utilidade pública para quem deseja mergulhar nos profundos e inefáveis mundos da literatura. O professor Idelber Avelar, grande especialista no assunto, fez uma lista com 200 romances que ele, simplesmente, nominou como "os 200 maiores romances ocidentais". Sabemos que as listas são controversas. São resultado de experiências individuais, por isso, são idiossincráticas. Todavia, como se trata de alguém que conhece o assunto sobre o qual está falando, devemos, minimamente, prestar atenção.
Trata-se de tarefa difícil. Certamente, muita coisa boa fica de fora. Mas, estão ali Cervantes, Dostoiévski, Machado de Assis, Flaubert, James, Graciliano, James, Musil, Saer, Virginia Woolf, Tolstói, Auster, Clarice Lispector e até mesmo meu querido José Lins do Rego com o espetacular Fogo Morto.
Segundo o próprio Idelber, os critério utilizados foram: "qualidade (realização estética), influência (legado no
cânone) e importância (que pode não ser redutível nem à qualidade nem à
influência), combinados, claro, com minhas próprias idiossincrasias
pessoais".
E, ainda, eclarece: "Em geral, nessas listas, o romance europeu, especialmente de línguas
inglesa e francesa, costuma estar sobrerrepresentado. Esta lista concede
o protagonismo que julgo merecido à América Latina. Dez dos romances
listados aqui são brasileiros. Doze são argentinos. Sete são mexicanos, e
Colômbia, Peru e Uruguai estão representados por dois títulos cada. Há
três romances cubanos".
Uma das facetas mais interessantes do trabalho do professor Idelber foi ter procurado os links espalhados pela internet e disponibilizá-los na sequência. Isso é que trabalho de humanização.
Segue a lista:
29 —
A book of memories, Péter Nádas.
40 — Die Angst des Tormanns beim Elfmeter, Peter Handke.
56 —
Glosa, Juan José Saer.
63 — The map of love, Ahdaf Soueif.
72 —
2666, Roberto Bolaño.
73 — Porque parece mentira la verdad nunca se sabe, Daniel Sada.
87 — Gargantua et Pantagruel, François Rabelais.
99 — How the dead live, Will Self.
105 — Die Blechtrommel, Günter Grass
106 — La modification, Michel Butor.
108 — Les Mandarins, Simone de Beauvoir.
109 — The big sleep, Raymond Chandler.
110 — El zorro de arriba y el zorro de abajo, José María Arguedas.
111 — Germinal, Émile Zola.
112 — The war of the worlds, H. G. Wells.
113 —Os cus de Judas, António Lobo Antunes.
114 — Brave new world, Aldous Huxley.
115 — La coscienza di Zeno, Italo Svevo.
116 — Breakfast at Tiffany’s, Truman Capote.
117 — The last September, Elizabeth Bowen.
118 —Farabeuf, o la crónica de un instante, Salvador Elizondo.
119 — Jane Eyre, Charlotte Brontë
120 —Main street, Sinclair Lewis.
121 — Terra Nostra, Carlos Fuentes.
122 — Avalovara, Osman Lins.
123 —Santa Evita, Tomás Eloy Martínez.
124 — The scarlet letter, Nathaniel Hawthorne.
126 — The red badge of courage, Stephen Crane.
127 — Bouvard et Pécuchet, Gustave Flaubert.
128 — Go tell it on the mountain, James Baldwin.
129 — Wilhelm Meister, Goethe.
130 —Atonement, Ian McEwan.
131 — Les faux-monnayeurs, André Gide.
132 — Catch-22, Joseph Heller.
133 — La vie: mode d’emploi, Georges Perec.
137 —
Lolita, Vladimir Nabokov.
139 — Slaughterhouse five, Kurt Vonnegut.
140 — Winnesburg, Ohio, Sherwood Anderson.
141 — Heart of darkness, Joseph Conrad.
142 — Infinite jest, David Foster Wallace.
145 — Kindred, Octavia E. Butler.
148 — Juntacadáveres, Juan Carlos Onetti.
149 — Crônica da Casa Assassinada, Lúcio Cardoso.
152 — Oppiano Licario, José Lezama Lima.
162 — Los siete locos, Roberto Arlt.
163 — The hound of the Bakersville, Arthur Conan Doyle.
164 — The Maltese falcon, Dashiel Hammet.
165 —Oficio de tinieblas, Rosario Castellanos.
166 — Underworld, Don DeLillo.
167 — Le paysan de Paris, Louis Aragon.
168 — Doktor Faustus: Das Leben des deutschen Tonsetzers Adrian Leverkühn, erzählt von einem Freunde, Thomas Mann.
169 — The violent bear it away, Flannery O’Connor.
170 — The great Gatsby, Scott Fitzgerald.
171 — L’éducation sentimentale, Gustave Flaubert
172 — The gods themselves, Isaac Asimov.
173 — Invisible man, Ralph Ellison.
176 — I promessi sposi, Alessandro Manzoni.
175 — La pelle, Curzio Malaparte.
176 — Doktor Zhivago, Bóris Pasternak.
177 — Eugene Oneguin, Alexander Pushkin.
178 — Pale fire, Vladimir Nabokov.
187 — Hasta no verte, Jesús mío, Elena Poniatowska.
189 — Murphy, Samuel Beckett.